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Punk rock/hardcore e o reflexo da realidade

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Ao olhar para o passado, comparar com a situação atual e refletir sobre para aonde estamos nos encaminhando, percebo que muitas coisas no Brasil seguem do mesmo jeito desastroso como sempre foi. Comecei a acompanhar o cenário político a partir da adolescência, quando parava para assistir televisão e prestar atenção ao que diziam os noticiários, jornais e revistas da época, que traziam informações relevantes sobre os problemas econômicos e políticos enfrentados por todos nós na época. Em meados dos anos 80 havia um movimento popular contra governos e governantes, encabeçado por artistas, jornalistas e figuras públicas. Além disso, haviam publicações como as revistas Chiclete com Banana e Mad, que abordavam temas importantes da política e da economia, só que em tom deboche. Essas revistas tocavam na ferida dos principais personagens políticos da época escancaravam todas as cagadas e decisões esquizofrênicas de governantes brasileiros e das principais potências políticas mundiais.  Em...

Sobre minha vida no skate em uma época inesquecível

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  Foto: Pinterest                             O skate é um esporte fascinante e chei o de adrenalina, pois exige habilidade, resistência física e coragem de quem o pratica. Mas o que talvez ainda seja desconhecido por alguns é o fato de que diferente de hoje, nos anos setenta e oitenta, ser skatista era um desafio e tanto, além de um esporte para poucos. A piazada de hoje não faz ideia da adrenalina que era ser 'skatista' nos anos 80, numa época em que ter um skate custava caro e por isso havia mais medo de perdê-lo do que de machucar-se. No meu caso e de vários amigos, era a adrenalina de encarar ladeiras como em certos pontos da Protásio Alves ou simplesmente descer sem freios e de cócoras no skate por algumas avenidas como a Manoela Elias, Ary Tarragô, Cristiano Fischer, Salvador França, Ladeira do condomínio Sesc, Mostardeiro, Ramiro Barcelos [na altura do Hospital Moinhos], Dr. Timóteo ou Bordini e ainda ter...

Sobre escrever com a alma

O ato de escrever é para mim algo que flui naturalmente, quase como respirar. As palavras surgem e simplesmente começo a transcrever essa enxurrada de palavras e frases em um arquivo previamente formatado no computador, que uso como modelo padrão para que posteriormente eu me obrigue a analisar a fim de avaliar e aprimorar o texto. Aprendi isso em um livro sobre escrita criativa e gosto de fazer desta forma, pois assim fujo do fluxo de processo criativo normal, que geralmente impede que eu repare nas inconsistências ortográficas, gramaticais ou nos erros de digitação, já que o fluxo criativo às vezes é bem intenso e simplesmente escrevo e ignoro qualquer outra coisa que não seja transcrever ideias em palavra escrita. Mas para chegar até aqui foi um longo e árduo processo de aprendizado, repleto de obstáculos, sentimentos de frustração e o desejo frequente de desistir por achar que não tinha talento e que escrever não era para mim; um pouco disso em função da dislexia e do déficit de ...