Sobre minha vida no skate em uma época inesquecível

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O skate é um esporte fascinante e cheio de adrenalina, pois exige habilidade, resistência física e coragem de quem o pratica. Mas o que talvez ainda seja desconhecido por alguns é o fato de que diferente de hoje, nos anos setenta e oitenta, ser skatista era um desafio e tanto, além de um esporte para poucos.

A piazada de hoje não faz ideia da adrenalina que era ser 'skatista' nos anos 80, numa época em que ter um skate custava caro e por isso havia mais medo de perdê-lo do que de machucar-se.

No meu caso e de vários amigos, era a adrenalina de encarar ladeiras como em certos pontos da Protásio Alves ou simplesmente descer sem freios e de cócoras no skate por algumas avenidas como a Manoela Elias, Ary Tarragô, Cristiano Fischer, Salvador França, Ladeira do condomínio Sesc, Mostardeiro, Ramiro Barcelos [na altura do Hospital Moinhos], Dr. Timóteo ou Bordini e ainda ter a preocupação extra de não ter o skate roubado pelas gangues da época [algumas de skatistas rivais] ou tê-lo apreendido/quebrado por algum  brigadiano enfezado e de brinde ainda levar uns tapas por fazer barulhos à noite. 
Era uma época em que os asfaltos não eram tão bons quanto atualmente e os tombos eram frequentes - marcas de batalha - e que por isso usávamos joelheiras sempre e luvas de obra para proteger as mãos durante certas manobras típicas do downhill.

Na época nos sentíamos como os donos da noite e certamente não restou arrependimento por parte de nenhum dos envolvidos. Apenas lembranças boas, divertidas e engraçadas.


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