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Sobre a dúvida diante das certezas

Nós humanos somos movidos pelo ímpeto da curiosidade e motivados pelas descobertas. Consideramos como válidas todas as possibilidades e diferentes formas de pensamento a respeito da vida. Essa visão pode variar conforme as diferentes influências do meio social ao qual estamos inseridos e pelos princípios aos quais nos orientamos. É natural que tenhamos a necessidade de questionar tudo que esteja relacionado com nossas percepções e convicções, a medida em que buscamos por novas fontes de aprendizado, a fim de saciar a curiosidade que nos é peculiar. Ao agirmos assim, lapidamos o conhecimento adquirido e entendemos como efetivamente a vida funciona, ao passo que alimentamos a infindável chama do desejo sobre os mistérios da vida e da nossa relação com o mundo. Esse tipo de iniciativa nos remete a reflexão e ao questionamento. Ao refletirmos sobre aquilo que antes não era visto com a devida relevância, alimentamos nossa compreensão sobre aquilo que desconhecemos em sua integralidade. Atra...

Autoengano como atributo de felicidade

Nós humanos tendemos a crer naturalmente nas mais inusitadas e criativas possibilidades a respeito da vida, ao tomar como base, alguns dos tantos mistérios que envolvem ser o que/quem somos. Motivados por esses mistérios e a falta de respostas, nos orientamos por meio de uma visão distorcida da realidade, pela qual imaginamos encontraremos respostas para as inúmeras dúvidas em relação ao que supostamente existe além de nós e assim dar fim aos questionamentos. Nossa vida é cercada de supostos mistérios sobrenaturais, sem qualquer embasamento real que os sustente, mas que em sua essência torna-se importante para preencher certas lacunas existenciais. Costumamos dar significado para eventos aleatórios, a fim de tentar explicar aquilo que não sabemos ou não temos como comprovar. E assim como nossos antepassados, pelo fato de não terem acesso ao conhecimento necessário a respeito dos eventos naturais ou mesmo casualidades que não possuem nenhum significado específico, seguimos o caminho do ...

Sobre a ilusão do sucesso

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Outro dia, enquanto assistia a um vídeo que tratava da questão do sucesso profissional como forma de realização pessoal, vídeo esse no qual o interlocutor abordava o assunto com ares de herói ao prometer que o sucesso estava nas mãos de qualquer um - desde que comprasse seu curso online. A partir daí comecei a refletir sobre o assunto e isso me levou a criação deste texto. Após assistir o tal vídeo, pensei comigo sobre até que ponto o sucesso [a ideia em si] é algo relevante para o bem-estar de um indivíduo. Ao questionar isso, lembrei da minha juventude, quando buscava por vagas de emprego e estava disposto a pegar qualquer coisa, já que ainda não tinha uma profissão definida. Na época eu  participei de alguns processos seletivos horrorosos, principalmente para comercial, área essa que eu detestava com todas as minhas forças, por conta das más experiências  que tive, além de perceber que havia muita enrolação e enganação sobre os produtos oferecidos, sempre com a proposta de ...

Sobre minha vida no skate em uma época inesquecível

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  Foto: Pinterest                             O skate é um esporte fascinante e chei o de adrenalina, pois exige habilidade, resistência física e coragem de quem o pratica. Mas o que talvez ainda seja desconhecido por alguns é o fato de que diferente de hoje, nos anos setenta e oitenta, ser skatista era um desafio e tanto, além de um esporte para poucos. A piazada de hoje não faz ideia da adrenalina que era ser 'skatista' nos anos 80, numa época em que ter um skate custava caro e por isso havia mais medo de perdê-lo do que de machucar-se. No meu caso e de vários amigos, era a adrenalina de encarar ladeiras como em certos pontos da Protásio Alves ou simplesmente descer sem freios e de cócoras no skate por algumas avenidas como a Manoela Elias, Ary Tarragô, Cristiano Fischer, Salvador França, Ladeira do condomínio Sesc, Mostardeiro, Ramiro Barcelos [na altura do Hospital Moinhos], Dr. Timóteo ou Bordini e ainda ter...

Sobre escrever com a alma

O ato de escrever é para mim algo que flui naturalmente, quase como respirar. As palavras surgem e simplesmente começo a transcrever essa enxurrada de palavras e frases em um arquivo previamente formatado no computador, que uso como modelo padrão para que posteriormente eu me obrigue a analisar a fim de avaliar e aprimorar o texto. Aprendi isso em um livro sobre escrita criativa e gosto de fazer desta forma, pois assim fujo do fluxo de processo criativo normal, que geralmente impede que eu repare nas inconsistências ortográficas, gramaticais ou nos erros de digitação, já que o fluxo criativo às vezes é bem intenso e simplesmente escrevo e ignoro qualquer outra coisa que não seja transcrever ideias em palavra escrita. Mas para chegar até aqui foi um longo e árduo processo de aprendizado, repleto de obstáculos, sentimentos de frustração e o desejo frequente de desistir por achar que não tinha talento e que escrever não era para mim; um pouco disso em função da dislexia e do déficit de ...